McDonalds – Angus Premium Bacon
November 17, 2011 • angus, fast-food, hamburguer, mcdonalds • •
O ano é 2006, mais precisamente no mercado teste da cidade de Chicago, nos EUA. Nesse ano, o McDonalds gringo botou a prova seu sanduíche a base de carne Angus. Cinco anos depois, o mercado teste das cidades do Estado de São Paulo e do Distrito Federal, recebem os novos sanduíches a base da nobre carne.
Eu considerei, este, o maior e mais saboroso lançamento da rede do Palhaço. Sem sombra de dúvida, um dos melhores sanduíches que já comi em grandes redes de fast-food.
O sabor da carne é realmente diferente, de textura macia e suculenta, ativado (como eles dizem internamente) de forma precisa, tempero suave, porém marcante. Além de um leve odor de churrasco. Não posso afirmar, mas se parece muito com o Liquid Smoke usado pelo Rei, porém com menor incidência.
O sanduíche possui duas carnes de 100g cada, totalizando 200g (sou bom de matemática, hein?) e mais ou menos 2,30cm de altura. Além disso, o produto ainda leva cerca de 34g (6 a 8 aros) de cebola roxa de sabor levemente adocicado, 34g de ketchup, 40g de mostarda, 3 fatias de picles e 3 fatias de bacon. Como eu sei exatamente esses valores? Devido a esse documento aqui ó.
Em relação à montagem, ele é muito diferente da foto. Mas convenhamos que já estamos acostumados com isso, não é?
Além dessa versão Bacon, a rede do Palhaço também tem a versão Angus Premium Deluxe, que é quase a mesma coisa, só que não tem Bacon, e leva além de alface e tomate um toque de maionese. Obviamente que comprei a versão Bacon.
E por falar em comprar, infelizmente esse é o sanduíche mais caro do set list do Sr. Ronald. Pelo Combo Sanduba + Refri de Meio Litro + Batata Média, você desembolsa 21 patacas! E se quiser só o sanduba, deixa 15,50 patacas no bolso do Palhaço. É caro? É. Mas vale a pena. Confie em mim.
Mais detalhes, aqui ó.
Contribua com a conservação da natureza comendo
September 27, 2011 • gastronomia, responsavel • •
Sim, é exatamente isso! Não entendeu? É simples. A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza lançou o projeto Gastronomia Responsável, que faz com que você pense em como os seus hábitos alimentares podem vir a beneficiar o equlibrio do planeta.
Já pensou em não desperdiçar alimentos? E em usar ingredientes regionais, fomentando assim os pequenos produtores? Já pensou também em utilizar verduras e legumes inteiros?
O movimento Gastronomia Responsável convidou chefs de cozinha a criarem pratos com princípios que unem a alta gastronomia e conservação da natureza. Parte do valor da venda dos pratos é destinado a ações de conservação da natureza da Fundação Grupo Boticário.
Todas as receitas são feitas com ingredientes especiais e seguem, pelo menos, um dos princípios de conservação da biodiversidade, listados abaixo:
- Utilize produtos orgânicos
- Evite espécies ameaçadas de extinção
- Aproveite integralmente alimentos
- Dê preferência a produtos regionais
Essa ideia também pode ser colocada em prática aí na sua casa. No site www.gastronomiaresponsavel.com.br você encontra várias receitas simples, fáceis de fazer e que ajudam na preservação do meio ambiente. E para quem for bom de cozinha, também pode criar uma receita e compartilhar lá no site.
Para conhecer mais sobre o trabalho da Fundação Grupo Boticário acesse: @fund_boticario e facebook/fundacaogrupoboticario.
[NÃO PISO MAIS] O Novo-Enfezado Digital
July 24, 2011 • mais • •
Depois do novo-rico, do novo-classe média e do cada vez mais comum novo-pobre, mais uma categoria se põe a brotar nos balaústres da vida média em terras que Cabral descobriu, Caminha divulgou e Bill Gates incluiu digitalmente: a do novo-enfezado.
Primo-irmão do velho zé-mané, o novo-enfezado tem no interior de sua caixa craniana um playground – desses com caixa de areia, escorregador, gaiolinha e cocô de gato – onde se refestelam ideias alheias, feito cachorro rolando na carniça. Ali onde devia haver um cérebro há uma espécie de hard-disk-curva-de-rio concentrando todo tipo de sujeira, limbo, galhos podres, preservativos usados e sobretudo cadáveres em estado avançado de decomposição.
Segundo os especialistas em distúrbios de personalidade, isso acontece principalmente porque, como as pessoas que apresentam intolerância a lactose, glúten e outras substâncias, o novo-enfezado padece de uma severa alergia a tudo que contradiga o que seus heróis e dominatrix determinam como bom e ruim.
Direto ao ponto, o novo-enfezado é uma criatura incapaz de gestar e semear suas próprias impressões sobre a vida. Então, abandonado por qualquer capacidade real de pensar de forma crítica, esse espécime se torna um grande receptáculo de música ruim, produtos duvidosos e espíritos zombeteiros. Passa os dias babando e penteando boneca.
E para mostrar ao mundo que não é nada disso e que tem visão crítica, sim, o novo-enfezado se arrasta pela blogosfera, andarilho cibernético, em busca de opiniões que discordem das “suas”. Uma vez localizado o alvo, liga a metralhadora de cuspe e consome suas horas disparando insultos, ofensas e outros resmungos ininteligíveis e sem o menor fundamento.
Sem argumentos além de ofensas contra seus interlocutores, arrasta o debate para o inferno de onde jamais deveria ter saído.
No twitter, o novo-enfezado é o cara cuja capacidade de comunicação se reduz a dar RT o dia inteiro. O sujeito não é capaz de formular um raciocínio sequer. O que sabe direitinho é repetir o que decorou e resmungar, sobretudo contra opiniões diferentes das que acredita ter.
Pobre novo-enfezado. Ele jamais vai perceber, mas não passa de um daqueles cachorros amarrados em pedaços diminutos de corda encardida, presos a um cano de torneira num quintal pobre, a quem as crianças provocam para vê-los rosnar e mostrar os dentes. Sem espaço para dar mais de um passo, esperneia nervoso sem sair do lugar. E, cansado de pisotear os próprios dejetos em seu mundo de centímetros, prende o fluxo de suas próprias fezes, constipado e raivoso de morte. Daí o nome. Enfezado.
É triste. Mas verdadeiro. Quer ver um exemplo de manifestação do novo-enfezado? Aí vai a isca: desde o Cheddar McMelt, o McDonald´s não cria um só lanche que preste.
P.S.: se você é um novo-enfezado que vestiu a carapuça e vai me xingar e me ofender e inventar que sou filho adotado só porque eu também não gostei do novo sanduíche de frango do McDonald´s, bem-vindo. Respeito a sua opinião. Agora, um conselho: que tal desligar o computador e descobrir a vida lá fora? Aproveita e passa no toalete. Uma limpezinha intestinal sempre ajuda.
Texto:
Ilustração:
Hoje o Senhor Palhaço, vulgo McDonalds Brasil, fez o lançamento do já famoso CBO. Um sanduíche lançado no mercado europeu há alguns anos atrás. Aliás, pra falar a verdade, eu já tinha falado dele no último dia 28 de junho no meu Twitter, veja clicando aqui. E pra ser ainda mais sincero, esse mesmo sanduíche, em 2009, já passou por review, feito por um leitor que mora (ou morava, sei lá), na Suíça, veja clicando aqui.
Pois bem, mas do que se trata essa bagaça, nada mais do que uma combinação de três ingredientes: frango, bacon e cebola crispy. O sanduíche ainda conta com alface americana, queijo picante e maionese especial sabor bacon. Tudo isso dentro de um pão com cobertura de gergelim e bacon, desenvolvido especialmente para esse lançamento.
Quem me conhece lá pelo Twitter, sabe da minha adoração por bacon, afinal Bacon é vida. Mas também deve saber que não sou fã do Bacon do Palhaço. Bacon bão é do Rei, vulgo Burger King. O que posso dizer de um sanduíche que leva bacon de várias formas? Digo que o Bacon melhorou, mas ainda não é ideal. O bacon em pedacitos na parte de cima do pão é legal e em quantidade razoável, a maionese sabor bacon é forte e marcante, mas sabor de bacon mesmo passou um pouco longe, mas sim, é gostosa. As três generosas fatias de bacon estavam muito boas, mas como disse, ainda um pouco londe da versão real da rede concorrente.
Agora o ponto mais negativo da nova iguaria do Palhaço, a carne quadrada de frango. Como posso dizer, ela estava aparentemente um pouco encharcada do óleo usado na fritura. A coloração era acinzentada, loooonge de ter aquela aparência branquinha dos outros sanduíches galinácios da rede. E mais fina do que a versão Crispy Chicken, sendo apenas um pouco mais grossa do que a carne do Chicken McJunior. Nâo entendi. Será uma falha do restaurante em questão? Não sei, confesso que sinto vontade de pedir esse sanduíche novamente. É bom, mas não consigo trair o meu idolatrado Cheddar McMelt.
No quesito preço, ele fica na linha Premium da rede, ou seja, na faixa dos R$ 18,00 no combo Batata + Refri, e cerca de
R$ 12,00 se prefirir degustar apenas o astro principal. Caro. Ou eu (e você) que estamos ganhando pouco.
Enfim, de sabor realmente marcante e diferente, o novo CBO é o quinto sanduíche da rede a base de frango. E é claro ainda temos os Nuggets e o frango da salada. Ou seja, é frango pra dar e vender.
E pra falar a verdade, ficaria bem mais feliz o dia que algo desse gênero aparecer no set list de sanduíches do McDonalds Brasil, clique aqui pra saber do que estou falando.
E você, já comeu? Vai comer? Conta pra gente aí nos comentários se eu dei azar ou se sou chato mesmo.
Tenha cautela com as almôndegas industrializadas
July 18, 2011 • comida pronta • •
Sinônimo de praticidade e sabor, as almôndegas congeladas têm o seu local cativo no freezer dos brasileiros, seja para incrementar a macarronada ou complementar uma refeição. Mas será que os produtos nacionais estão em dia com a qualidade? Para descobrir a resposta, avaliamos a qualidade físico-química, higiênica, de rotulagem e sensorial de almôndegas de carne bovina e de frango.
Na análise dos rótulos, verificamos a denominação de venda, a data de fabricação, a data de validade, o lote, o nome do fabricante e endereço, conservação, validade após abertura, informação nutricional, informação sobre a presença ou ausência de glúten, SAC, nacionalidade da indústria e facilidade de leitura do rótulo. De modo geral, todos são completos. As exceções são os produtos Aurora, que não informavam a validade após abertura, e as almôndegas Qualitá (tanto a bovina quanto a de frango), que não indicavam o lote, apenas data de fabricação e validade (veja mais na pág. 20). O lote é uma informação importante para o consumidor: quando surge um problema associado ao produto, o lote impresso na embalagem permite uma melhor identificação e rastreabilidade, facilitando em casos de recolhimento.
Produtos são de boa qualidade
As análises físico-químicas (teores de carboidratos, proteína, gordura e cálcio em base seca) são importantes, por determinarem em conjunto com outros parâmetros os padrões de identidade e qualidade das almôndegas congeladas.
Em se tratando de produtos cárneos, quanto menor o teor de carboidratos, melhor para o consumidor. No caso das almôndegas, o máximo permitido é de 10%, limite que foi cumprido por todas as amostras. Os teores de proteínas também foram parecidos: todos acima de 12%. Mas as marcas Aurora e Sadia (carne bovina) e Qualitá (frango) foram consideradas as melhores por apresentarem teor proteico superior a 15%.
Se você come comida congelada e está de olho na balança, pode ficar tranquilo com relação aos teores de gordura. Tivemos uma variação de 6,35% (almôndega de frango da Sadia) a 11,7% (bovina, da Aurora), índices bem abaixo dos 18% máximos permitidos pela legislação. Com relação ao teor de cálcio em base seca, que pode denunciar a utilização de matéria-prima de má qualidade (como restos e pedaços de ossos), todos os produtos estão próprios para o consumo. Enquanto as almôndegas Perdigão (bovina e de frango) e Sadia (bovina) não apresentaram traços de cálcio em base seca, as demais possuíam valores próximos ao máximo estabelecido na legislação (0,1% no produto cru), o que, portanto, não compromete o seu consumo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um adulto pode ingerir, por dia, até 5 gramas de cloreto de sódio (sal de cozinha), o que equivale a aproximadamente 2 gramas de sódio. Em nosso teste, descobrimos que as almôndegas de frango possuem um teor de sódio menor que as de carne bovina. Porém, em todos os casos, não é um teor elevado, tendo em vista que a almôndega será consumida como a porção proteica da refeição. Em resumo, as almôndegas de frango são mais seguras para a dieta
de pessoas hipertensas.
A marca Aurora é a única fiel ao rótulo
Você tem o direito de saber o que de fato come. E os fabricantes, a obrigação de informar o que estão comercializando. Por isso, fizemos uma comparação, cruzando os dados fornecidos pelos rótulos com o que encontramos em nossa análise laboratorial (veja mais no quadro abaixo). O único produto que não apresentou problema nessa análise foi a almôndega Aurora. Entretanto, apesar do desencontro das informações, as demais almôndegas podem ser consumidas sem risco à saúde.
Também verificamos a presença de micro-organismos indicadores de qualidade higiênica e patógenos. Foram avaliados coliformes totais, coliformes fecais, bolores e leveduras, E. coli, Estafilococos coagulase positiva, Salmonella sp. e Clostridium sulfito redutor
Não sei se vocês sabem, mas o início dessse blog se deu porque o tonto aqui sempre gostou (e ainda gosta) de fotografar tudo aquilo que come. Partindo desse princípio, os “JÊNIOS” (sic) do Marketing na Cozinha e do Destemperados bolaram uma coisa legal… Saibam do que se trata no texto abaixo… Vem com tudo!
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Peraí que eu estou emocionado. Marketing na Cozinha é uma paixão por gastronomia e publicidade (sério?!) e paixão é assim, você pode ter várias. Eu resolvi ter mais uma,Instagram. Só que ao invés de ficar lá igual todo mundo tirando foto de tudo, junto com os Destemperados e a OKN, decidimos enfiar o pé na porta e lançamos o INSTAFOOD! Um site, portal, perfil colaborativo, … chamem do que quiser, é a nossa nova paixão e só tem graça se vocês participarem.
Como funciona?
- 1) Você precisa ter o Instagram instalado no seu iPhone;
- 2) Instalou (ou já tinha instalado), agora adicione aos seus amigos o perfil do Instafood, e aguarde;
- 3) Toda semana publicaremos pelo Instafood e pelo @instafood (sigam este twitter) uma “food mission” com uma hashtag específica (exemplo: fotografe uma salada, e inclua as hashtags #instafood #salada);
- 4) Você tira a foto de acordo com a missão e coloca as hashtags sugeridas. Sua foto vai automaticamente pro site do Instafood.com.br bem lindona, pra todo mundo ver;
- 5) A melhor parte isso tudo é que se uma galera “curtir” muito a sua foto, até podemos te dar uns prêmios.
Tá esperando o que?? Adicione o Instafood no seu Instagram, siga o @instafood no Twitter e curta a página no Facebook. Que comece o show!!
via Marketing na Cozinha / Destemperados
ps.: se você tem iPhone e tem o Instagram instalado, basta procurar o SrCCOO lá… Vai!
[NÃO PISO MAIS] A volta do Kit Kat
July 10, 2011 • NÃO PISO MAIS • •
Mistério. Taí a única explicação para o foguetório descabido em torno do relançamento do Kit Kat no Brasil. Se você não sabe, explico: o produto em questão é uma espécie de primo rico do Bis. Nada mais do que um biscoito waffle coberto por uma camadinha de chocolate que a Nestlé tem o descaramento de chamar de “grossa”, mas vamos em frente.
O Kit Kat era vendido aqui no Brasil em 1994 – aliás, mal vendido. O desempenho comercial foi tão medíocre que a Nestlé tirou o dito cujo do mercado nacional, deixando aqui e ali meia dúzia de órfãos choramingando a saudade de um chocolate (sim, tem gente que não tem o que fazer mesmo).
Desses 15 anos para cá, Kit Kat virou uma dessas coisas que a gente só via em terras brasileiras nas mãos dos deslumbrados que viajavam para fora e faziam questão de voltar enfiando em nossa cara um sem-número de gadgets e souvenires (do gênero I love New York, sabe?). Porque o negócio do cara não era o chocolate, mas sim escancarar a Deus e ao mundo que fez turismo internacional e é chique e pirilampos lhe saem pelo reto a cada pum e blablablá. Eu me incluo nessa categoria, admito.
Ah! Nas lojetas de muamba você também encontrava o distinto, vendido como iguaria importada a preço de ouro, no melhor estilo “pega-trouxa”. Enfim, Kit Kat por aqui era coisa “para poucos”.
Agora vem a Nestlé, relança o produto no Brasil e uma verdadeira comoção popular tem início nos supermercados pátrios. Tudo bem, respeito as carências alheias, mas alto lá, minha gente! Esse tipo de supervalorização sempre acaba mal!
Pensemos juntos. No primeiro dia das vendas de Kit Kat no varejo, o Walmart estava vendendo a unidade a R$ 2,35. Dois dias depois, o preço subiu para R$ 2,50. Em alguns supermercados já está R$ 2,75. Por quê? Porque vendeu MUITO! Porque uma legião de zumbis invadiu o mercado, arrebatando às cegas, em ritmo ensandecido, caixas inteiras, fechadas, do tal chocolate de embalagem vermelha. Qual será o resultado disso? Óbvio, é o preço lá em cima. “Se os consumidores estão gostando tanto, vamos escorchar que eles não vão reclamar.”
Por que tamanho sucesso? Cá pra nós, não tem NADA demais no Kit Kat. É gostoso, claro, mas não é essa Coca-Cola toda, não. Pelo menos, não para aceitarmos pagar tão caro e ainda sair fazendo festa. A Nestlé que nos ouça e nos responda logo, porque eu acho que, em comparação com as versões de free shop, a cobertura de chocolate afinou. Então, das duas, uma: ou engrossa essa cobertura ou afina esse preço. Francamente, está caro.
De todas as pragas que assolam o planeta, a mais daninha para o ser humano e o maior desafio para a ciência não é o gafanhoto, a traça, o spam ou os grupos de pagode. É o bajulador. Essa racinha miserável e sem mãe nasce em casulos pendurados nas protuberâncias que ficam abaixo da cintura de quem está por cima e, agora, estão balançando nas bolas da Nestlé – decerto esperando ganhar de presente um carregamento vitalício de Kit Kat. Vão esperando!
Então, minha gente, MENOS! E Nestlé, MAIS chocolate nessa bolacha, por favor.
Texto:
Ilustração:
Sorvetes de iogurte viraram febre entre os consumidores. Mas, quem tomar um acreditando que esteja ingerindo um produto mais saudável, pode estar sendo enganado. Testamos oito marcas (Yogenfrüz, Bendita Fruta, Yogolove, Yoggi, Yogoberry, Yoforia, Tutti Frutti e Yogefresh) e vimos que apenas o Yogenfrüz tem bactérias o suficiente para ser caracterizado como iogurte. O Yogefresh não passa de um sorvete comum e todos os outros podem ser considerados, no máximo, à base de iogurte.
As más notícias continuam: os preços são muito caros quando comparados aos sorvetes tradicionais – o tamanho pequeno, sabor natural ou tradicional, custa, em média, de R$ 6 a R$ 8. E são raros os fabricantes que disponibilizam a lista dos ingredientes.
Ainda assim, há boas notícias quanto a esses produtos: de maneira geral, eles não têm muito açúcar e apenas uma marca (Bendita Fruta) apresenta gordura total e gordura saturada.
Sadia – Escondidinho de Carne Moída
June 28, 2011 • escondidinho, sadia • •
Escondidinho é um prato bastante popular nos estados brasileiros do Nordeste (de origem em Pernambuco) e posteriormente também apreciado em Minas Gerais e restante do Brasil.
É feito com carne de sol (jabá ou carne seca) desfiada, coberta com purê de macaxeira (aipim ou mandioca) temperada com manteiga de garrafa e gratinada com queijo coalho.
Pois bem, Escondidinho tradicional pra mim é isso aí que acabei de descrever. Pelo menos eu nunca consegui achar em restaurantes especializados Escondidinho de Carne Moída. Mas enfim, isso não me compete, já que Brasileiro é especialista em mudanças e adaptações de pratos regionais.
São 928kcal e 2.880mg de Sódio por 600g de produto. Vamos a minha impressão sobre a bagaça:
Normalmente não gosto desses produtos de caixa, mas sabe que esse Escondidinho é bão? Não sei se foi pelo fato de eu estar levemente resfriado e meu discernimento gustativo estar alterado. É realmente saboroso, macio, bem temperado e com carne macia. Pena que encontrei uns dois ou três pedaços de gordura um pouco dura no meio, mas tirando isso, quase perfeito. Sim, eu também gosto de coisas industrializadas.
Pague cerca de R$ 7,00 pela caixa. Não experimentei a versão Frango e nem vou experimentar. Frango pra mim já basta o do Rogério Ceni no último domingo frente ao meu Timão. Rá!
Ahh sim, e me desculpem, mas é praticamente impossível fazer uma foto desse produto com alguma semelhança com a embalagem. Simplesmente não dá…
[NÃO PISO MAIS] No Giraffas
June 24, 2011 • coluna, Giraffas, NÃO PISO MAIS • •
Faça o teste. Quais são as primeiras 10 coisas que lhe vêm à lembrança quando o tema é BRASÍLIA? Assim, de cara, minha lista saiu assim:
1 – Legião Urbana, Plebe Rude, Finis Africae e aquelas bandas muito legais que me lembram a adolescência.
2 – Oscar Niemeyer
3 – Oswaldo Montenegro (tudo bem, exagerei)
4 – Povo hospitaleiro, moças bonitas, gente em geral pra lá de bacana.
Aí começa a parte boa:
5 – Palácio do Planalto, Câmara Legislativa, Senado…
6 – Políticos de carreira
7 – Tiririca
8 – Roubalheira
9 – Casa da Dinda e essas aberrações de contos de fadas que, vira e mexe, aparecem no Brasil.
E, por último, mas não menos importante, o tema deste nosso petardo: GIRAFFAS!
Isso mesmo, aquela rede de franquias que oferece serviços de alimentação, nasceu lá na capital federal em 1981, sob a égide da “meia-boquice”, velha característica dos nossos representantes públicos que se escondem em Brasília em apartamentos de mil metros quadrados às nossas custas.
Mas “meia-boca” por quê?, dirá o correto defensor dos pescoçudos. Ora, vamos então à nossa combo-argumentação de hoje: Imagine você que o Giraffas tem um cardápio com mais de 60 itens. Repito: mais de 60 opções diferentes para o consumidor fazer uma boquinha. E viva a variedade! Agora, quem é que prepara e serve esse caminhão de comida ao público todos os dias? Uma equipe com MEIA DÚZIA de desesperados: 2 ou 3 pessoas na cozinha + 1 atendendo no caixa + 1 de apoio que está sempre usando um colete com a frase “em treinamento” e você nunca sabe onde está – limpando o banheiro não é porque o deles é sempre uma imundície – e um gerente aspone com a maior pinta de quem vive tramando um assassinato em massa.
Aí você se pergunta: de que adianta tamanha variedade sem uma estrutura adequada para servi-la em tempo razoável e com a qualidade necessária? É, minha gente, porque no Giraffas é assim: se mais de cinco clientes chegarem ao mesmo tempo , instala-se o caos no recinto. E dá-lhe espera!
Chefes importantes como o Gordon Ramsay, aquele do Hells Kitchen, e o Tom Colicchio, dono de restaurantes estrelados como o Craft, vivem apregoando por aí: “muita variedade pode comprometer a qualidade, portanto, concentre-se no que é bom”.
Aí vem um cozinheiro-chefe de um lugar chamado GI-RA-FFAS e inventa um cardápio que mistura um batalhão de carne vermelha, frango, peixe, camarão, ovo frito, saladas com isso e aquilo, arroz com feijão e farofa, chiquenitos de todo tipo, batata frita com carinha de bicho, quatro ou cinco sobremesas e uma vasta galeria de hambúrgueres com aquela qualidade de solado de havaianas dos anos 80, que quando soltavam as tiras a gente improvisava com grampo de cabelo ou prego enferrujado. Ufa!
Mais de 60 itens no cardápio e meia dúzia de destreinados para dar conta. É claro que o resultado disso vai ser alguma coisa parecida com um episódio dos Trapalhões, com Sargento Pincel, Tião Macalé e tudo.
E é lógico que a culpa não é do profissional que está ali encurralado no balcão, defendendo seu emprego, sobrevivendo. A culpa é toda do sistema, da máster franquia, do comando, dos donos que, para variar, querem ganhar um caminhão de dinheiro sem investir em qualidade.
O que acontece com esses caras? Será que quando os criadores do Giraffas escolheram esse nome eles já adivinhavam a cena lamentável dos clientes na fila do caixa esticando o pescoço para olhar lá na frente e calcular quanto tempo ainda esperariam em pé naquela maldita fila da jaula da Monga?
Olha, o pior é que o arroz e o feijão do lugar são gostosinhos. Quebram um enorme galho. Em geral, a comida é “honesta”. Então, torço honestamente para que essa empresa animal melhore em inúmeros outros quesitos. Aliás, é para isso que esquentamos a bunda no banco escrevendo estas bombas sobre a vida dos outros. Para criticar e não desdenhar o que queremos comprar.
Dito isso, vamos à avaliação pura e simples:
1 – O Giraffas tem um sistema de trabalho BURRO (por que não deixam uma assistente na fila anotando os pedidos dos clientes? Assim, evitariam que o consumidor só começasse a procurar seu pedido no cardápio a partir do momento em que a moça do caixa diz “pois não”. Porque lá é assim mesmo. De todos os seres que pisam no Giraffas, a maioria passa meia hora de boca aberta na fila sem decidir o que vai comer, só o fazendo quando o “atendimento” tem início propriamente. Inacreditável! Culpa do consumidor? Não! Culpa do sistema adotado).
2 – O atendimento no Giraffas é BURRO! (a mesma menina que pega o seu dinheiro no caixa vai tirar a sua casquinha – de sorvete, não do nariz. Pura perda de tempo – sem falar na higiene comprometida).
3 – Os gira-franqueados são BURROS (se fossem espertos teriam uma franquia do McDonald´s).
Agora, pergunto. Com tanta burrice amontoada, por que não arrumam logo um nome mais coerente com tudo isso? Sugestão: BURRAFAS!
Não é perfeito? BURRAFAS! Vai melhorar pelo menos o humor de quem come. E a gente não ia precisar comer o rabo dessa empresa aqui no CCOO, que tem coisas muito melhores para comparar e provar.
P.S.: por favor, pessoal do Giraffas que eu frequento porque o arroz e o feijão são gostosinhos: NÃO CUSPAM NA MINHA COMIDA. É pecado.
Texto:
Ilustração:

















